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Frase do dia !!!

Posted by Joici on 08:58 in
'Ele faria da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.'

[Fernando Sabino]

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Tédio

Posted by Joici on 14:01 in ,
Alô!
Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...

Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudoraça
Mas não tenho remédio
Prá livrar-me desse tédio...

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...

Tédio!
Não tenho um programa
Tédio!
Esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia eu fico cego
Me atiro deste prédio...

Oh feriadinho sem graça!!! Sem onde ir, sem novidades, sem programação. Até a TV que normalmente salva as pessoas de boa índole que ficam em casa morgando, não ajudou muito esse feriadão. Tirando as notícias repetitivas do que foi e o que representou Tiradentes nessa data e que hoje é aniversário de Brasília, o que me deixa um tanto triste, porque eu ADORO aquela cidade e estou a 900 km de distância dela, não teve nada de interessante.
Nem a sessão da tarde é boazinha... nem Uma linda mulher, um Ghost, aquelas comédias românticas que fazem a gente sonhar com um dia mais bonitinho e com um final feliz.
Quem num feriado de Tiradentes gosta de assistir Meu irmão urso... um bicho peludo e sem graça... Oh, mundo cruel !!!
O que anima ou desanima é que daqui uma semana tem outro feriado. Primeiro de maio, é dia do PT, da Cut e de outras organizações de trabalhadores saírem a rua.
Espero que até lá eu tenha arranjado uma coisa interessante pra fazer. Além de fazer cooper entre a sala e o quarto.


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Os ombros suportam o mundo

Posted by Joici on 08:27 in

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."

[Carlos Drummond de Andrade]


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Eu

Posted by Joici on 04:08 in
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

[Clarice Lispector]

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Idéias e certezas

Posted by Joici on 16:08 in ,

Não sou a favor da militância, da verdade falada sem necessidade. Porém, também não vejo mais a necessidade de uma pessoa ter vergonha ou não ter coragem de expor suas idéias, suas vontades e suas opções.


Antes, quando pra mim este mundo era novidade, eu também me esquivava ou não me mostrava como eu sou. Havia um medo, afinal era um mundo novo e não tinha nenhuma referência.


Mas esse final de semana, eu vi e fiquei várias horas na presença de uma pessoa que tem uma referência positiva, conhece o mundo que almeja freqüentar, mas ainda se nega de assumir.


Vi ela se esquivar de perguntas simples e que eu sabia muito bem as respostas.


E em vários momentos senti meu ego inflar, afinal estava sendo "cortejada" de modo bem discreto, mais perceptível aos bons olhos.


E pergunto, por que ainda temos que nos esconder? Por que ainda é doloroso assumir o que sentimos e demonstrarmos isso?


O mundo vem mudando muito, em vários aspectos. Temos presidentes negros, quedas de muros e sistemas políticos antiguíssimos, a genética também está num processo crescente e não conseguimos ainda acabar com o preconceito externo e principalmente interno, que não permite que as pessoas sigam seu caminho sem críticas e sem se sentirem culpadas.



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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 13:53 in , ,
Capítulo 06

Dias se passaram e elas mantinham o contato combinado, nada de telefonemas ou encontros, alguns emails, mensagens rápidas, para perguntar se estava tudo bem e renovar os planos de ficarem juntas.
Ana já havia percebido o distanciamento de Duda e culpava-se por ter tirado a amada de seu mundo e colocada em uma “bolha de vidro” isolando-a de tudo e todos. Foram dias difíceis. Ana redobrará os cuidados, imaginando que o precipício que estava sendo construído com Duda era culpa sua.
Mas Duda estava decidida, iria achar a melhor maneira e o melhor momento de terminar tudo, minimizando os sofrimentos para Ana.
Enquanto isso Carla continuava a esperar, desejando cada dia mais estar ao lado de Duda e iniciar tudo de onde parou.
Era um domingo, fazia sol, mas o dia estava fresco, Carla acordou com a campainha, que zumbia longe. Cambaleando e semi acordada, foi andando até a porta, olhou pelo olho mágico e não acreditou no que viu. Esfregou os olhos com as mãos e tornou a olhar, era Ana, que estava do outro lado de sua porta.
Carla respirou fundo, criou coragem e abriu a porta.
Com os olhos vermelhos e desconsertada, Ana adentrou no apartamento, sem mesmo esperar o convite de Carla. Acomodou-se em uma poltrona e disse:
- Duda é sua! Saí de casa sem que ela percebesse, apesar de todo amor que lhe dei nesse período e toda atenção que dispensei a ela, ela nunca lhe esqueceu. Estou me separando dela, porque cheguei à conclusão que nunca a terei por completo e assim, serão duas pessoas infelizes juntas. Estou aqui para avisar isso e pedir que cuide dela.
Carla sem saber o que dizer e nem como agir, acatou as palavras de Ana que saiu do seu apartamento tão rápido como entrou.
Sem pensar duas vezes, Carla demorou um longo banho, pensou em tudo que ouviu de Ana e meia hora depois estava à frente de Duda, que surpreendida pela presença de Carla, sorriu e caiu em seus braços como há tempos desejava.


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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 13:51 in , ,
Capítulo 05

Duda costumava levar trabalho para casa. Já que Ana chegava sempre tarde e cansada, procurava ocupar o tempo livre adiantando os expedientes do escritório. Estava sentada lendo uns documentos, quando o telefone tocou. Terminou de ler a página que estava, enquanto o aparelho soava sozinho no outro canto da sala.

Levantou, acomodou-se e atendeu. Do outro lado ouviu uma voz que lhe causou um calafrio enorme e uma tontura sem explicação, era Carla.
Duda respirou, engoliu seco, fechou os olhos e respondeu.
Carla também estava ansiosa e nervosa e pediu, antes de mais nada, que Duda ouvisse tudo que ela tinha a lhe dizer. Que apesar do tempo, das brigas e principalmente do termino ela necessitava muito desabafar e jogar para fora, todo aquele sentimento e angustia que a sufocava.
Sua voz estava tremula e ofegante, por vezes gaguejava, como se não encontrasse as palavras pra explicar algo que era simples. Ela nunca esqueceu Duda e queria de alguma forma reparar esse tempo longe.
Duda ouviu calada toda a conversa, suas pernas tremiam e sua cabeça girava, sua mente projetava um filme com toda a história das duas até aquele dia que se despediu do apartamento deixando uma carta.
Ela sonhava quase todas as noites com aquela pessoa, que naquele momento, pedia para que ela permitisse uma nova chance, uma nova aproximação.
Ao terminar, Carla ficou em silencio e Duda desabou. Entre choro e sorrisos explicou que sua vida estava calma, que vivia uma situação tranqüila, mas com a pessoa errada, não que Ana era ruim, isso jamais passaria pela cabeça de Duda. Porém, Ana se tornou muito mais amiga que mulher, era alguém com quem podia contar, mas não a amava como amou Carla.
Duda disse que por várias vezes pensou em procurá-la, mas havia o medo de encontrá-la com alguém ou então que o amor tivesse se transformado em ódio.
Carla esclareceu que jamais tal sentimento seria mudado para algo ruim como ódio. Houve mágoas sim, de ambas as partes, mas que o sentimento verdadeiro inicial ainda estava vivo, esperando outra chance.
Duda conversou mais alguns minutos com Carla, explicando tudo e expondo seus sentimentos e deixando claro que pensaria em tudo com carinho. Pediu que Carla não sumisse, mantendo um contato discreto, até que as coisas não se resolvessem.
Depois disso, se despediram e foram dormir, com a sensação de que o mundo havia saído de suas costas e que tudo estava mais leve, embora nada tivesse sido resolvido.

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Frase do dia !!!

Posted by Joici on 05:32 in
"(...) Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? (...)"

[Mario Quintana]


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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 14:56 in , ,
Capítulo 04

Duda se esforçava para ser feliz.
Ana era prestativa e carinhosa Vivam num mundo pequeno, com poucos amigos e raramente saiam. Ana não tinha grandes ambições. Seu objetivo era manter seu casamento estável, trabalhar para manter o seu conforto e algumas saídas esporádicas, como um barzinho ou uma viagem. Ela não sentia a necessidade de amigos e parecia estar totalmente entregue na relação com Duda.
E essa entrega fazia com que Duda se sentisse culpada por ainda pensar em Carla. Afinal, mesmo não tendo notícias, em pensamento, as lembranças de seu relacionamento estavam vivas.
Por vezes, ela se surpreendia pensando nas risadas, nas briguinhas pequenas que sempre resultavam em deliciosas noites de amor, onde esquecia do mundo e se entregava inteiramente naquele instante.
Por mais que tentasse, seu corpo ainda respondia quando o lembrava do toque, do beijo, da respiração de Carla.
Mas logo que esses pensamentos se desviavam para o dia que ao olhar o computador de Carla, ela achou a prova de sua traição. Que apesar da negação de Carla, ela tinha certeza que havia se consumado. As palavras ainda estão vivas em sua mente, e ela usava essa lembrança para justificar sua saída de casa, sua fuga, pra um mundo alheio a tudo, a todos e principalmente a Carla.

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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 13:53 in , ,
Capítulo 03

Duda se esforçava para ser feliz.
Ana era prestativa e carinhosa. Viviam num mundo pequeno, com poucos amigos e raramente saiam. Ana não tinha grandes ambições. Seu objetivo era manter seu casamento estável, trabalhar seu conforto e algumas saídas esporádicas, como um barzinho ou uma viagem. Ela não sentia a necessidade de amigos e parecia estar totalmente entregue na relação com Duda.
E essa entrega, fazia com que Duda se sentisse culpada por ainda pensar em Carla. Afinal, mesmo não tendo notícias, em pensamento, as lembranças de seu relacionamento estavam vivas.
Por vezes, ela se surpreendia pensando nas risadas, nas briguinhas pequenas que sempre resultavam em deliciosas noites de amor, onde esquecia do mundo e se entregava inteiramente naquele instante.
Por mais que tentasse, seu corpo ainda respondia quando o lembrava do toque, do beijo, da respiração de Carla.
Mas logo que esses pensamentos se desviavam para o dia que ao olhar o computador de Carla, ela achou a prova de sua traição. Que apesar da negação de Carla, ela tinha certeza que havia se consumado. As palavras ainda estão vivas em sua mente, e ela usava essa lembrança para justificar sua saída de casa, sua fuga, pra um mundo alheio a tudo, a todos e principalmente a Carla.

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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 15:29 in , ,
Capítulo 02

Carla abriu a porta do apartamento, o cheiro do perfume de Duda ainda estava impregnado no ar. A sensação de vazio não tomou somente o seu quarto, mas também seu coração.
Em cima da cama, havia uma carta, o último sinal que Duda havia deixado para ela. Com letra tremida e com alguns borrões, que dava a impressão de terem sido causados por lágrimas derramadas, ela dizia:
“Carla,
Infelizmente meu amor não bastou. Não quero que me procure, afinal, estou muito machucada e qualquer contato agora, será pior.
Acredito que você nunca teve intenção de me magoar, porém, no primeiro momento de fraqueza o fez. Sem pensar nas conseqüências.
Saiba que lhe amo e que farei de tudo para lhe esquecer... Seguirei minha vida sem olhar para trás.
Adeus...
Duda”
Carla cheirou a carta e foi levando-a para perto do peito como se aquilo sanasse a dor que estava sentindo.
Sentia dentro de si, uma culpa gigantesca, afinal, ela não esperava passar por tudo aquilo. Realmente errou, pediu desculpas, mas Duda era irredutível, não querendo ouvir ou entender suas razões.
Carla, contou com amigos, que a apoiaram mesmo não entendendo o motivo de tal separação, afinal, elas combinavam, elas eram felizes.
Os meses passando, pessoas entrando e saindo de sua vida. Algumas interessantes e até especiais, mas o sorriso e o olhar de Duda a acompanhava onde fosse.
Duda estaria feliz? Duda ainda pensaria nela? Era sombras que não deixavam Carla respirar tranquilamente.
As baladas, as festas, os amigos, faziam que Carla esquecesse por horas todas essas dúvidas. Mas quando estava sozinha, em seu apartamento, olhando para o espaço vazio da cama e a casa sem a alegria contagiante de Duda, seu coração apertava.
Os meses se passando e tudo era sombra. Carla um dia, já não agüentando silenciar seus sentimentos, confidencia suas saudades para uma amiga.
E essa amiga questiona Carla:
"Você já pensou em procurá-la ?"

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Nunca é tarde...

Posted by Joici on 04:59 in , , ,
Capítulo 01

A decisão estava tomada. Duda terminava de arrumar as malas e trancar o apartamento. Dentro dele algumas lembranças, o início de um amor, a convivência diária e a última briga, que colocaria o ponto final naquela relação.

Duda respirou fundo e seguiu seu caminho, não olhando para trás e seu pensamento era recomeçar, zerar sua vida e estabelecer uma rotina, uma ordem e ser feliz.
Meses depois encontrou uma jovem, era diferente de tudo que procurava, não tinha grandes planos, somente encontrar um amor e viver tranquilamente o dia-a-dia.
Duda apaixonou-se de imediato, já que seu coração estava triste e o que ela mais queria naquele momento era paz, tranqüilidade e principalmente ficar alheia de baladas e turmas. Sem muito pensar, assumiu o compromisso e se declarava feliz e realizada, mesmo não tendo toda a agitação de sua vida anterior.
No seu cotidiano, após alguns meses de relacionamento, ela começou a se questionar se aquela passividade era o que realmente almejava, relembrava de bons momentos ao lado dos amigos e do seu último relacionamento. Questionava se realmente tinha esquecido aquele amor, que um dia a magoou.
Seu pensamento não desviava mais disso, suas noites eram atormentadas pela dúvida. Será que ainda amo aquela mulher? Será que essa fuga, foi a melhor decisão?

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Calar

Posted by Joici on 03:45 in ,
Por vezes sufoco as vozes que falam comigo. Hoje percebo que venho me fechando cada vez mais. O medo de reviver as decepções do passado usando somente personagens diferentes, me fazem manter o tempo reclusão e isolamento.
O meu silêncio é melhor do que algazarras infundadas, onde falo alto pra não ouvir o que meu coração grita.
Queria calar, esvaziar, sucumbir tudo isso...
Até quando ficarei nesse circulo vicioso que vem me atormentando a tanto tempo.
Onde está minha válvula de escape, meu botão de off, minha alavanca de ejetar ???

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Roda Viva

Posted by Joici on 10:13 in , ,
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá


[Chico Buarque]

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Breu

Posted by Joici on 09:44 in ,
Nasce como o sol de todas as manhãs
Se mistura com seu brilho em outras belezas
Céu, mar, ar ...
Porém, depois do seu tempo, desaparece
Deixando o breu, o vazio...
Por onde andas e com quem andas ?
Não sei, quem sabe um dia saberei
Quem sabe,
A escuridão se ilumine
Assim, como um dia seu sorriso
Iluminou minha vida

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Fim do confinamento...

Posted by Joici on 04:07 in
O confinamento acabou!
Não gostei do resultado da TV, acho que ganhou uma pessoa que entrou num pedestal, num altar... Gostaria que a meiga, a bonita, a chorona, tivesse arrebatado um milhão?
Lógico, quem não se identifica com uma pessoa que passou maus bocados na vida, lutou e conquistou seu espaço.
Porém, como nem tudo é do jeito que a gente quer e a vida muitas vezes mostra isso pra gente, ganhou o frio, calculista... Aquele que sabe muito bem onde mexer e como mexer. O que não vê sensibilidade e sim possibilidades nas pessoas.
E isso, reflete totalmente na vida aqui fora. O calculista, frio, sai impune, ganha a maioria das vezes e pouco cai por terra. É o que estuda antes, durante e no final, como agir, onde falar, como colocar as lágrimas, como contar as histórias, para que você se sinta comovido com isso.
E quem perde? A pessoa que aposta, acredita, compra toda essa teia de cálculos. Que transfere seu carinho, dedicação à pessoa que calcula e simula situações.
Do meu confinamento sai mais forte, mais atenta e principalmente menos ingênua, para não acreditar que todo o bonzinho realmente sofre. Que nem todas as dúvidas realmente existem. E que nem sempre o eu te amo é sincero.

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Escrever

Posted by Joici on 08:12 in
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

[Clarice Lispector]

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O meu eu...

Posted by Joici on 17:50 in ,
Penso várias vezes em chegar aqui e escrever, escrever ... mas por hora me pergunto, sobre o que ?
Queria ser menos lírica em meus textos, falar de assuntos mais casuais e sem muita responsabilidade, porém, ao chegar aqui me deparo com um espaço meu, onde o uso como um lugarzinho pra desabafos, contos ou por muitas vezes para colar algum texto que dentro de mim existe um significado.
Semana passada, por exemplo, ao receber todos os meus amigos em casa, festejar o aniversário de uma pessoa querida e ainda pra arrematar estar na companhia de duas visitas especiais, foi de tamanha satisfação e realização.
Foi um dos vários momentos de alegria que me aconteceu por esse tempo.
Do mesmo jeito, que senti necessidade na segunda feira , de registrar o vazio que existia dentro de mim, justamente por não conseguir mais ver o mundo do modo inocente e descompromissado que sempre vi.
Hoje vejo o mundo de uma maneira muito menos fantasiosa, onde todo mundo é suspeito até que se prove o contrário. Já foi a minha época de confiar nas pessoas sem saber as procedências ou intenções das mesmas.
Entregar-me, já não é ato imediato e satisfatório. Preciso antes, de muito, mais muito convívio e base pra isso.
Sei que com isso, alguns notam essa diferença em mim. Mas no momento é totalmente necessário.
Foi-se a época do bom samaritano que ajudava a todos. Hoje, penso em mim... alguém me ajuda ??? Alguém faria por mim o que fiz por muitos ???
As respostas, nunca saberei... por isso, hoje minha prioridade é o meu bem estar.
E sem querer, encerro mais uma vez um texto, lírico como não era pra ser.

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Futuro

Posted by Joici on 12:38 in ,
“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.”
[ Ayrton Senna ]

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