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Nunca é tarde...
Capítulo 05
Duda costumava levar trabalho para casa. Já que Ana chegava sempre tarde e cansada, procurava ocupar o tempo livre adiantando os expedientes do escritório. Estava sentada lendo uns documentos, quando o telefone tocou. Terminou de ler a página que estava, enquanto o aparelho soava sozinho no outro canto da sala.
Levantou, acomodou-se e atendeu. Do outro lado ouviu uma voz que lhe causou um calafrio enorme e uma tontura sem explicação, era Carla.
Duda respirou, engoliu seco, fechou os olhos e respondeu.
Carla também estava ansiosa e nervosa e pediu, antes de mais nada, que Duda ouvisse tudo que ela tinha a lhe dizer. Que apesar do tempo, das brigas e principalmente do termino ela necessitava muito desabafar e jogar para fora, todo aquele sentimento e angustia que a sufocava.
Sua voz estava tremula e ofegante, por vezes gaguejava, como se não encontrasse as palavras pra explicar algo que era simples. Ela nunca esqueceu Duda e queria de alguma forma reparar esse tempo longe.
Duda ouviu calada toda a conversa, suas pernas tremiam e sua cabeça girava, sua mente projetava um filme com toda a história das duas até aquele dia que se despediu do apartamento deixando uma carta.
Ela sonhava quase todas as noites com aquela pessoa, que naquele momento, pedia para que ela permitisse uma nova chance, uma nova aproximação.
Ao terminar, Carla ficou em silencio e Duda desabou. Entre choro e sorrisos explicou que sua vida estava calma, que vivia uma situação tranqüila, mas com a pessoa errada, não que Ana era ruim, isso jamais passaria pela cabeça de Duda. Porém, Ana se tornou muito mais amiga que mulher, era alguém com quem podia contar, mas não a amava como amou Carla.
Duda disse que por várias vezes pensou em procurá-la, mas havia o medo de encontrá-la com alguém ou então que o amor tivesse se transformado em ódio.
Carla esclareceu que jamais tal sentimento seria mudado para algo ruim como ódio. Houve mágoas sim, de ambas as partes, mas que o sentimento verdadeiro inicial ainda estava vivo, esperando outra chance.
Duda conversou mais alguns minutos com Carla, explicando tudo e expondo seus sentimentos e deixando claro que pensaria em tudo com carinho. Pediu que Carla não sumisse, mantendo um contato discreto, até que as coisas não se resolvessem.
Depois disso, se despediram e foram dormir, com a sensação de que o mundo havia saído de suas costas e que tudo estava mais leve, embora nada tivesse sido resolvido.
Duda costumava levar trabalho para casa. Já que Ana chegava sempre tarde e cansada, procurava ocupar o tempo livre adiantando os expedientes do escritório. Estava sentada lendo uns documentos, quando o telefone tocou. Terminou de ler a página que estava, enquanto o aparelho soava sozinho no outro canto da sala.
Levantou, acomodou-se e atendeu. Do outro lado ouviu uma voz que lhe causou um calafrio enorme e uma tontura sem explicação, era Carla.
Duda respirou, engoliu seco, fechou os olhos e respondeu.
Carla também estava ansiosa e nervosa e pediu, antes de mais nada, que Duda ouvisse tudo que ela tinha a lhe dizer. Que apesar do tempo, das brigas e principalmente do termino ela necessitava muito desabafar e jogar para fora, todo aquele sentimento e angustia que a sufocava.
Sua voz estava tremula e ofegante, por vezes gaguejava, como se não encontrasse as palavras pra explicar algo que era simples. Ela nunca esqueceu Duda e queria de alguma forma reparar esse tempo longe.
Duda ouviu calada toda a conversa, suas pernas tremiam e sua cabeça girava, sua mente projetava um filme com toda a história das duas até aquele dia que se despediu do apartamento deixando uma carta.
Ela sonhava quase todas as noites com aquela pessoa, que naquele momento, pedia para que ela permitisse uma nova chance, uma nova aproximação.
Ao terminar, Carla ficou em silencio e Duda desabou. Entre choro e sorrisos explicou que sua vida estava calma, que vivia uma situação tranqüila, mas com a pessoa errada, não que Ana era ruim, isso jamais passaria pela cabeça de Duda. Porém, Ana se tornou muito mais amiga que mulher, era alguém com quem podia contar, mas não a amava como amou Carla.
Duda disse que por várias vezes pensou em procurá-la, mas havia o medo de encontrá-la com alguém ou então que o amor tivesse se transformado em ódio.
Carla esclareceu que jamais tal sentimento seria mudado para algo ruim como ódio. Houve mágoas sim, de ambas as partes, mas que o sentimento verdadeiro inicial ainda estava vivo, esperando outra chance.
Duda conversou mais alguns minutos com Carla, explicando tudo e expondo seus sentimentos e deixando claro que pensaria em tudo com carinho. Pediu que Carla não sumisse, mantendo um contato discreto, até que as coisas não se resolvessem.
Depois disso, se despediram e foram dormir, com a sensação de que o mundo havia saído de suas costas e que tudo estava mais leve, embora nada tivesse sido resolvido.


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